Nota do povo Guarani Kaiowá da Tekoha Nhuvera

As aproximadamente 80 famílias da comunidade Kaiowá de Nhuvera tiveram que deixar sua Tekoha por uma decisão da Justiça Federal de Dourados, no final de 2012. Hoje estão morando em um acampamento precário na beira da estrada. E como se não bastassem as dificuldades por que passam cotidianamente vivendo sob essa condição, sofrem iniciativas para tolher sua autonomia e diminuir a força de sua organização. Não indígenas procuram se inserir e se reivindicar como lideranças, respaldados por membros da FUNAI. Assim, a Aty Guasu elaborou um abaixo assinado que foi entregue à FUNAI, que encaminhou o documento ao Ministério Público.

A luta dos povos indígenas pela garantia e fortalecimento da sua cultura e integridade territorial e cultural pelo enfrentamento à espoliação, violência e racismo do sistema capitalista segue em pé!

chatalinhudeva
Foto: Pedro Alves

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Saiba mais sobre a retomada do território tradicional da comunidade Nhuverá:

“Grudados à Reserva Indígena de Dourados, ladeados por plantações de soja e eucalipto e cortados por uma estrada, os Kaiowá tiveram suas terras arrendadas e griladas ao longo do século vinte, conforme relatam. Em maio de 2011, retomaram 26 hectares de seu território tradicional.

“Quando a gente retomou, o fazendeiro chegou e perguntou: o que aconteceu aqui? Algum acidente? Aí explicamos que ali era nosso, que eles já tinham usado muito a terra. Era a retomada”, relata a liderança indígena de Nhu Verá, Shatalim Graito.

“Ele ficou me procurando, queria negociar. Eu não negociei. Dinheiro acaba. Eu quero terra pra minha comunidade. A terra não é do fazendeiro, é nossa”, expõe. “É nossa, do tempo do meu avó, do meu bisavô. Meus parentes moraram aqui e morreram aqui. Por isso fizemos isso, voltamos pra cá, e vamos ficar aqui”, explica.

Sobre a área indígena destes Kaiowá incide a Fazenda Curral de Arame. Seus proprietários, Achilles e Lenita Decian, ajuizaram ação possessória na Justiça Federal. No dia 16 de outubro, o juíz José Luiz Paludetto deferiu o pedido de liminar dos dois fazendeiros e expediu mandado de desocupação e reintegração de posse da área.”

Fonte: http://www.cimi.org.br/site/pt-br/?system=news&action=read&id=6589

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